quarta-feira, 7 de abril de 2010

ENCONTRO COM PROMOTOR


O presidente da Associação Cata-Vento, Odilmar de Oliveira Franco e a vice-presidente, Mariane Tokarski estiveram reunidos com o promotor de Palmeira, Antonio Nervino. A reunião serviu para uma apresentação formal da Associação, seus objetivos e projetos. O promotor disse estar muito satisfeito com o trabalho que a entidade vem realizando, elogiou a qualidade gráfica e editorial da revista Cata-Vento e se colocou à disposição para contribuir na realização dos projetos, tais como o Circulo de Leitura, a Semana da Colônia Cecília e os Ciclos de Debates.

MESA REDONDA


Dentro das comemorações da II Semana da Colônia Cecília, a Cata-Vento, juntamente com a Secretaria Municipal de Educação, promoveu uma mesa redonda que discutiu essa experiência anarquista ocorrida em Palmeira no final do século 19. A mesa redonda aconteceu na Câmara Municipal de Palmeira e a mediadora foi a diretora do Museu Histórico de Palmeira, Vera Mayer e os debatedores foram o professor e escritor Arnoldo Monteiro Bach, a professora e artista plástica Zenilda Bruginski e o produtor rural e descendente de anarquistas Darvino Agottani.

A solenidade foi aberta com breve discurso do presidente da Associação Cata-Vento, Odilmar de Oliveira Franco. Em seguida, o presidente da Câmara, vereador Ivano Cherubim agradeceu a presença de todos. Dando sequência, o Coral Municipal se apresentou sob regência do maestro Mauricio Hass. Após a apresentação, aconteceram os pronunciamentos dos convidados. Apesar da forte chuva verificada naquela noite, um expressivo público compareceu ao evento.

terça-feira, 6 de abril de 2010

I Concurso de Artigos

A Cata-Vento, juntamente com a Secretaria Municipal de Educação, de Palmeira está realizando o I Concurso de Artigos sobre a Colônia Cecília, fato marcante da história de Palmeira. Conheça o regulamento e participe você também!
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PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMEIRA
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTES.
ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL, SOCIAL E ARTÍSTICO DE PALMEIRA – CATA-VENTO.
REGULAMENTO DO CONCURSO DE ARTIGOS
TEMA: COLÔNIA CECÍLIA
DA REALIZAÇÃO
Art. 1º. O I Concurso de Artigos é uma realização da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes da Prefeitura Municipal de Palmeira e da Associação de Desenvolvimento Cultural, Social e Artístico de Palmeira - Cata-vento, cujo principal objetivo é estimular a sociedade e a classe de docentes do município a refletir e discutir a temática: Colônia Cecília.
DOS PARTICIPANTES
Art. 1º. Este edital é aberto a toda a sociedade e principalmente aos docentes devidamente em trabalho efetivo no município de Palmeira.
Art. 2º. Entre os participantes não haverá distinção entre categorias, bem como subdivisões de participação, simplesmente escolha dos três melhores artigos entre todos.
Art. 3º. O participante inscrito deve obrigatoriamente ter mais de 18 (dezoito) anos para poder responder pelo edital.
DO RECEBIMENTO DOS TRABALHOS
Art. 1º. Os trabalhos para o Concurso poderão ser entregues do dia 12 de abril a 30 de abril de 2010, na Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, das 08h às 11h30 e das 13h às 17h00.
DO CONCURSO
Art. 1º. Cada autor poderá participar com apenas um trabalho.
Art. 2º. O artigo deve ser inédito, não podendo ter sido divulgado em outras oportunidades sob pena de exclusão do concurso.
Art. 3º. O artigo tomará como referência à temática “Colônia Cecília”. Para melhor acompanhamento da temática, a Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, a Biblioteca Municipal Moysés Marcondes e o Museu Histórico disponibilizam textos, livros e artigos que podem ajudar o participante na escrita e desenvolvimento de seu trabalho. Também sites da internet oferecem alguns subsídios. Tais trabalhos assim devem apresentar:
Fundamentação teórico-prática ficcional ou real, condizente com a temática do Concurso.
Os textos devem apresentar obrigatoriamente ligação com algum desdobramento histórico da Colônia Cecília.
Apresentação de propostas novas, não editadas, e seu autor responsável pelos direitos legais e autorais sobre o artigo a ser entregue.
Art. 4º. O texto deve ser apresentado em língua portuguesa, em duas vias impressas do artigo, e uma folha anexa contendo os dados de identificação do participante (nome completo, RG, CPF, endereço completo, formação acadêmica). Esses documentos devem ser entregues em um envelope com identificação do autor e proposta de artigo. O artigo deve possuir o máximo de 3 laudas, não sendo contado capa, sumário ou referências. As fontes preferenciais são Times New Roman e Arial, tamanho 12 e espaçamento 1,5 entre linhas. Para maiores orientações recorrer às normas técnicas da ABNT. (O texto poderá ser apresentado ou não dentro do novo acordo ortográfico)
Art. 5º. A data final para entregue dos artigos é 23 de abril de 2010 até as 17h00, sem extensão de prazos.
Art. 6º. Os participantes entregarão o envelope de participação na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, na rua XV de Novembro, 567 – Centro. Palmeira / PR, impreterivelmente.
Art. 7º. As cópias apresentadas não serão devolvidas e poderão, a critério da comissão julgadora e, em comum acordo com os participantes, serem publicadas, sem ônus para ambas as partes.
DA COMISSÃO JULGADORA
Art. 1º. A comissão julgadora será constituída por representantes do corpo docentes da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Palmeira e componentes Associação de Desenvolvimento Cultural, Social e Artístico de Palmeira - Cata-vento.
Art. 2º. A decisão da comissão é soberana, não cabendo qualquer recurso.
DOS PRÊMIOS
Art. 1º. Os prêmios serão distribuídos conforme classificação de primeiro, segundo e terceiro lugar, não cabendo premiação para demais participantes.
Art. 2º. Todos os concorrentes receberão certificado de participação.
Art. 3º. A entrega da premiação e certificados será no mês de maio, na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, com data e local a ser definido.
Art. 4º. A premiação é pessoal e intransferível. Os premiados deverão obedecer aos períodos para o gozo da premiação estabelecido no Art. 1º. (DOS PRÊMIOS) deste regulamento.
Art. 5º. O melhor artigo estará sendo publicado na Revista Cata-vento.
OUTRAS DISPOSIÇÕES
Art. 1º. É vetada a participação de funcionários da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, componentes Associação de Desenvolvimento Cultural, Social e Artístico de Palmeira - Cata-vento e membros da comissão organizadora do evento.
Art. 2º. A Prefeitura Municipal de Palmeira, bem como a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte e componentes da Associação de Desenvolvimento Cultural, Social e Artístico de Palmeira – Cata-vento - deverão ser citados como incentivadores do concurso quando os artigos forem publicados, em parte ou na totalidade, em qualquer tipo de mídia, inclusive internet.
Art. 3º. Os casos omissos serão resolvidos pela comissão julgadora e pela coordenação da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes da Prefeitura Municipal de Palmeira e Associação de Desenvolvimento Cultural, Social e Artístico de Palmeira - Cata-vento.
Art. 4º. O ato de inscrição implica na aceitação integral e obrigatoriedade de cumprimento desse regulamento.
Art. 5º. Estarão automaticamente desclassificados os concorrentes que descumprirem esse regulamento, provocarem atos que venham a prejudicar a realização do evento ou que sejam desrespeitosos para com os participantes e organizadores.
Art. 6º. Não serão cobrados valores para a inscrição e participação.
Palmeira, 05 de abril de 2010.
Fontes de Pesquisa e Maiores informações: Site da Prefeitura de Palmeira, Biblioteca Municipal, Museu Histórico de Palmeira, Blog da Revista Cata-Vento, sites da internet.
Edital: Site da Prefeitura de Palmeira, Blog da Revista Cata-Vento, diretores das escolas municipais e estaduais.
COMISSÃO ORGANIZADORA
ABRIL/2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

REVISTA CATA=VENTO

Leia a edição de abril de 2010, com matéria especial sobre a Colônia Cecília

quarta-feira, 31 de março de 2010

Semana da Colônia Cecília

A Associação Catavento, juntamente com os departamentos de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal, além do Museu Histórico de Palmeira e a Associação Palmeirense de Artesanato promove, a partir do dia primeiro de abril, a Semana da Colônia Cecília. Confira a programação e participe!
01 a 11 de abril – Exposição de fotos relacionadas à Colônia Cecília no Cine Teatro Municipal.
01 de abril – Abertura da Exposição com lançamento da edição especial da Revista Cata-Vento sobre a experiência anarquista denominada Colônia Cecília.
05 de abril – Mesa redonda sobre a Colônia Cecília, na Câmara Municipal, às 19h30min, tendo como mediadora a historiadora e museóloga Vera Mayer e como debatedores o professor e escritor Arnoldo Monteiro Bach, a professora e artista plástica Zenilda Bruginski e o descendente de anarquistas e produtor rural Aldino Agottani. Nesta data, também acontecerá apresentação do Coral Municipal.
06 de abril – Pronunciamento dos vereadores de Palmeira sobre a data e a Colônia Cecília durante a sessão ordinária da Câmara Municipal.
09 de abril – Projeção do filme “Pão Negro”, no Cine-Teatro Municipal, às 20 hs.
10 de abril – Projeção do filme “La Cecília”, produção franco-italiana de Jean Louis Comolli, no Cine-Teatro Municipal, às 20 hs.
10 de abril - Feirinha de produtos que são produzidos pelos descendentes dos anarquistas, no ginásio de esportes Sebastião Amâncio dos Santos.

Também será realizado um concurso de produção de artigos sobre a Colônia Cecília, aberto aos professores do município (redes estadual, municipal e particular), bem como a todos os demais interessados em participar. A Associação Cata-Vento ficou responsável pela formação de uma comissão de avaliação dos trabalhos e da premiação aos três melhores colocados. Informações na Secretaria Municipal de Educação ou Associação Cata-Vento no http://associacaocata-vento@blogspot.com

quarta-feira, 17 de março de 2010


Colônia Cecília – o anarquismo em Palmeira
A Colônia Cecília foi uma comuna experimental baseada em premissas
anarquistas. A Colônia foi fundada em 1890, no município de Palmeira, no estado do Paraná, por um grupo de libertários mobilizados pelo italiano Giovanni Rossi.
O primeiro obstáculo enfrentado pelo núcleo anarquista foi o modo de organizar o trabalho. Aos artesãos, foram designadas tarefas semelhantes às que já realizavam. Mas quanto aos
lavradores, Giovanni Rossi já pressentira que encontrariam dificuldades em razão da diferença entre o solo brasileiro e o italiano.
Ao concluírem a construção das habitações coletivas e individuais e dividirem racionalmente o trabalho entre os 150 colonos, eles se depararam com um fato real: o
milho, que era ideal para aquela região, não nasce do dia para a noite. Com o dinheiro que trouxeram conseguiram subsistir, comprar mantimentos, instrumentos para a lavoura e sementes. Contudo, viram-se obrigados a procurar por outras atividades para delas tirar seu sustento até que pudessem viver tão somente de sua lavoura. Alguns se ocupavam da plantação enquanto outros trabalhavam em obras do governo.
Os colonos plantaram mais de oitenta alqueires de e construíram mais de dez quilômetros de estrada, numa época na qual inexistiam máquinas, tratores ou guindastes de transporte de terras.
Foram edificados o barracão coletivo, vinte barracões individuais,
celeiros, a casa da escola, moinho de fubá, tanque de peixes, o pavilhão coletivo - que também abrigava o consultório médico - viveiro de mudas, poços, valos, pomar de peras, estábulos, além da grande lavoura de milho.
Nos quatro anos de existência da colônia, sua população chegou a atingir cerca de 250 pessoas. Realizaram-se duas relações do tipo
poligâmico. O próprio Rossi se propôs como exemplo concreto do novo estilo de vida, compartilhando com outro homem a sua ligação amorosa com uma moça da colônia.
O experimento da Colônia Cecília terminou por vários motivos. O principal foi a pobreza material, chegando mesmo a condições de miséria. Em segundo lugar, a hostilidade da vizinha comunidade
polonesa, fortemente católica. O próprio clero e as autoridades locais promoveram o ostracismo dos anarquistas. Enfim, havia as doenças, ligadas à desnutrição à falta de condições de saneamento adequadas e os problemas internos ligados às dificuldades de adaptação ao estilo de convivência anarquista, particularmente no tocante ao amor livre, que, embora teoricamente fosse aprovado por todos, na prática, despertava temores.
Fonte: Wikipédia