A Associação Catavento, juntamente com os departamentos de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal, além do Museu Histórico de Palmeira e a Associação Palmeirense de Artesanato promove, a partir do dia primeiro de abril, a Semana da Colônia Cecília. Confira a programação e participe!
01 a 11 de abril – Exposição de fotos relacionadas à Colônia Cecília no Cine Teatro Municipal.
01 de abril – Abertura da Exposição com lançamento da edição especial da Revista Cata-Vento sobre a experiência anarquista denominada Colônia Cecília.
05 de abril – Mesa redonda sobre a Colônia Cecília, na Câmara Municipal, às 19h30min, tendo como mediadora a historiadora e museóloga Vera Mayer e como debatedores o professor e escritor Arnoldo Monteiro Bach, a professora e artista plástica Zenilda Bruginski e o descendente de anarquistas e produtor rural Aldino Agottani. Nesta data, também acontecerá apresentação do Coral Municipal.
06 de abril – Pronunciamento dos vereadores de Palmeira sobre a data e a Colônia Cecília durante a sessão ordinária da Câmara Municipal.
09 de abril – Projeção do filme “Pão Negro”, no Cine-Teatro Municipal, às 20 hs.
10 de abril – Projeção do filme “La Cecília”, produção franco-italiana de Jean Louis Comolli, no Cine-Teatro Municipal, às 20 hs.
10 de abril - Feirinha de produtos que são produzidos pelos descendentes dos anarquistas, no ginásio de esportes Sebastião Amâncio dos Santos.
Também será realizado um concurso de produção de artigos sobre a Colônia Cecília, aberto aos professores do município (redes estadual, municipal e particular), bem como a todos os demais interessados em participar. A Associação Cata-Vento ficou responsável pela formação de uma comissão de avaliação dos trabalhos e da premiação aos três melhores colocados. Informações na Secretaria Municipal de Educação ou Associação Cata-Vento no http://associacaocata-vento@blogspot.com
quarta-feira, 31 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010

Colônia Cecília – o anarquismo em Palmeira
A Colônia Cecília foi uma comuna experimental baseada em premissas anarquistas. A Colônia foi fundada em 1890, no município de Palmeira, no estado do Paraná, por um grupo de libertários mobilizados pelo italiano Giovanni Rossi.
O primeiro obstáculo enfrentado pelo núcleo anarquista foi o modo de organizar o trabalho. Aos artesãos, foram designadas tarefas semelhantes às que já realizavam. Mas quanto aos lavradores, Giovanni Rossi já pressentira que encontrariam dificuldades em razão da diferença entre o solo brasileiro e o italiano.
Ao concluírem a construção das habitações coletivas e individuais e dividirem racionalmente o trabalho entre os 150 colonos, eles se depararam com um fato real: o milho, que era ideal para aquela região, não nasce do dia para a noite. Com o dinheiro que trouxeram conseguiram subsistir, comprar mantimentos, instrumentos para a lavoura e sementes. Contudo, viram-se obrigados a procurar por outras atividades para delas tirar seu sustento até que pudessem viver tão somente de sua lavoura. Alguns se ocupavam da plantação enquanto outros trabalhavam em obras do governo.
Os colonos plantaram mais de oitenta alqueires de e construíram mais de dez quilômetros de estrada, numa época na qual inexistiam máquinas, tratores ou guindastes de transporte de terras.
Foram edificados o barracão coletivo, vinte barracões individuais, celeiros, a casa da escola, moinho de fubá, tanque de peixes, o pavilhão coletivo - que também abrigava o consultório médico - viveiro de mudas, poços, valos, pomar de peras, estábulos, além da grande lavoura de milho.
Nos quatro anos de existência da colônia, sua população chegou a atingir cerca de 250 pessoas. Realizaram-se duas relações do tipo poligâmico. O próprio Rossi se propôs como exemplo concreto do novo estilo de vida, compartilhando com outro homem a sua ligação amorosa com uma moça da colônia.
O experimento da Colônia Cecília terminou por vários motivos. O principal foi a pobreza material, chegando mesmo a condições de miséria. Em segundo lugar, a hostilidade da vizinha comunidade polonesa, fortemente católica. O próprio clero e as autoridades locais promoveram o ostracismo dos anarquistas. Enfim, havia as doenças, ligadas à desnutrição à falta de condições de saneamento adequadas e os problemas internos ligados às dificuldades de adaptação ao estilo de convivência anarquista, particularmente no tocante ao amor livre, que, embora teoricamente fosse aprovado por todos, na prática, despertava temores.
Fonte: Wikipédia
A Colônia Cecília foi uma comuna experimental baseada em premissas anarquistas. A Colônia foi fundada em 1890, no município de Palmeira, no estado do Paraná, por um grupo de libertários mobilizados pelo italiano Giovanni Rossi.
O primeiro obstáculo enfrentado pelo núcleo anarquista foi o modo de organizar o trabalho. Aos artesãos, foram designadas tarefas semelhantes às que já realizavam. Mas quanto aos lavradores, Giovanni Rossi já pressentira que encontrariam dificuldades em razão da diferença entre o solo brasileiro e o italiano.
Ao concluírem a construção das habitações coletivas e individuais e dividirem racionalmente o trabalho entre os 150 colonos, eles se depararam com um fato real: o milho, que era ideal para aquela região, não nasce do dia para a noite. Com o dinheiro que trouxeram conseguiram subsistir, comprar mantimentos, instrumentos para a lavoura e sementes. Contudo, viram-se obrigados a procurar por outras atividades para delas tirar seu sustento até que pudessem viver tão somente de sua lavoura. Alguns se ocupavam da plantação enquanto outros trabalhavam em obras do governo.
Os colonos plantaram mais de oitenta alqueires de e construíram mais de dez quilômetros de estrada, numa época na qual inexistiam máquinas, tratores ou guindastes de transporte de terras.
Foram edificados o barracão coletivo, vinte barracões individuais, celeiros, a casa da escola, moinho de fubá, tanque de peixes, o pavilhão coletivo - que também abrigava o consultório médico - viveiro de mudas, poços, valos, pomar de peras, estábulos, além da grande lavoura de milho.
Nos quatro anos de existência da colônia, sua população chegou a atingir cerca de 250 pessoas. Realizaram-se duas relações do tipo poligâmico. O próprio Rossi se propôs como exemplo concreto do novo estilo de vida, compartilhando com outro homem a sua ligação amorosa com uma moça da colônia.
O experimento da Colônia Cecília terminou por vários motivos. O principal foi a pobreza material, chegando mesmo a condições de miséria. Em segundo lugar, a hostilidade da vizinha comunidade polonesa, fortemente católica. O próprio clero e as autoridades locais promoveram o ostracismo dos anarquistas. Enfim, havia as doenças, ligadas à desnutrição à falta de condições de saneamento adequadas e os problemas internos ligados às dificuldades de adaptação ao estilo de convivência anarquista, particularmente no tocante ao amor livre, que, embora teoricamente fosse aprovado por todos, na prática, despertava temores.
Fonte: Wikipédia
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